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Home Notícias Um encontro improvável

14 out 2014

Um encontro improvável

O primeiro Tocar e Dançar Imagens, ação que faz parte da Programação Paralela do Educativo Bienal, teve como convidados os repentistas Luiz Wilson, Fatel Barbosa, Sebastião Marinho e Luzivan Matias.

 

Luiz Wilson, um dos repentistas – Registro do programa Tocar e Dançar Imagens, parte do Programa no Tempo da 31ª Bienal. Nesse encontro, os visitantes acompanharam 4 repentistas que foram convidados a improvisar a partir das obras expostas na 31ª Bienal. São Paulo – 01/10/2014 – © Rodrigo Lins / Fundação BIenal de São Paulo

 

O Tocar e Dançar Imagens é uma visita educativa diferente que propõe uma conversa através de outras linguagens, além da verbal, entre educador, convidados do Educativo Bienal, público e obras da exposição.

 

Luzivan Matias, uma das repentistas – Registro do programa Tocar e Dançar Imagens, parte do Programa no Tempo da 31ª Bienal. Nesse encontro, os visitantes acompanharam 4 repentistas que foram convidados a improvisar a partir das obras expostas na 31ª Bienal. São Paulo – 01/10/2014 – © Rodrigo Lins / Fundação BIenal de São Paulo

 

“Muito bom poder improvisar aqui na bienal. Venho sempre ao parque e não imaginava tocar aqui dentro. Mas afinal tudo é arte e acaba somando, estamos bem felizes”, disse logo no início a repentista Luzivan Matias.

Repentistas e grupo em frente à obra Voto! da artista Ana Lira – Registro do programa Tocar e Dançar Imagens, parte do Programa no Tempo da 31ª Bienal. Nesse encontro, os visitantes acompanharam 4 repentistas que foram convidados a improvisar a partir das obras expostas na 31ª Bienal. São Paulo – 01/10/2014 – © Rodrigo Lins / Fundação BIenal de São Paulo

A visita começou com o projeto Voto, da artista pernambucana Ana Lira, onde os repentistas se apresentaram para um grupo do 3º ano do Ensino Médio da E.E Calhim Manoel Abud.

 

Eleições, sujeira eleitoral, candidatos e política foram assuntos das rimas cantadas e improvisadas para os estudantes e para o trabalho.

 

A segunda obra visitada foi o trabalho Invention, de Mark Lewis. Com uma temática focada na cidade de São Paulo, os repentes cantaram músicas que falavam dos bairros da metrópole.

 

Os 3 repentistas em frente à obra Mujawara de Alessandro Petti, Sandi Hilal e Grupo Contrafilé – Registro do programa Tocar e Dançar Imagens, parte do Programa no Tempo da 31ª Bienal. Nesse encontro, os visitantes acompanharam 4 repentistas que foram convidados a improvisar a partir das obras expostas na 31ª Bienal. São Paulo – 01/10/2014 – © Rodrigo Lins / Fundação BIenal de São Paulo

 

O ponto alto da visita foi quando os repentistas começaram a tocar embaixo da árvore baobá, que integra o projeto Mujawara, de Sandi Hilal, Alessandro Petti e o Coletivo Contrafilé.

 

O baobá é uma árvore de origem africana ao redor da qual as pessoas se reuniam para contar histórias, sendo entendida dessa forma como uma árvore das memórias. Por outro lado, uma lenda dizia que quando o negro era capturado na África ele era obrigado a dar sete voltas no baobá, com a intenção que ele não se lembrasse das suas raízes e da sua cultura. Dessa forma, o baobá era entendido como uma “árvore do esquecimento”.

 

Encontro improvável do aluno com seu professor – Registro do programa Tocar e Dançar Imagens, parte do Programa no Tempo da 31ª Bienal. Nesse encontro, os visitantes acompanharam 4 repentistas que foram convidados a improvisar a partir das obras expostas na 31ª Bienal. São Paulo – 01/10/2014 – © Rodrigo Lins / Fundação BIenal de São Paulo

 

A intenção dessa árvore ao fazer parte desse trabalho artístico é reunir histórias e ser um local de encontro para uma troca humanizada, como uma conversa que provoca um aprendizado horizontal. Um momento no qual professor, aluno e educadores não ficam hierarquizados e as potências dos diálogos são todas equalizadas.

Foi exatamente isso que aconteceu. Um encontro inesperado entre o repentista Sebastião Marinho e o professor de artes Adalberto Hardy da E.E Ministro Dilson Funaro, que acompanhava um grupo de Educação para Jovens e Adultos (EJA) que visitava a exposição e escutava os repentistas no baobá.

 

O repentista estudou nessa mesma escola em 2012 e lembrou com carinho do professor de artes.

 

Encontro improvável do aluno com seu professor – Registro do programa Tocar e Dançar Imagens, parte do Programa no Tempo da 31ª Bienal. Nesse encontro, os visitantes acompanharam 4 repentistas que foram convidados a improvisar a partir das obras expostas na 31ª Bienal. São Paulo – 01/10/2014 – © Rodrigo Lins / Fundação BIenal de São Paulo

 

Emocionado, Marinho fez um repente especial para a escola e disparou: “Ele me ensinou ontem e hoje sou eu que ensino. Que encontro! Baobá árvore da vida que presenciou esse momento”

 

“Sensacional, saber que seu trabalho foi feito, e ver um ex aluno mostrando o trabalho artístico dele dentro de uma bienal. Eu não esperava por esse encontro, inesquecível”, respondeu o professor Adalberto.

 

Repentes, cordéis, um pouco de moda de viola e até forró pé de serra fizeram parte desse Tocar e Dançar Imagens. Confira as próximas datas e convidados dessa ação e participe!

15/10/2014 às 19h, Pavilhão da Bienal

Tocar e dançar imagens | visita-ateliê

29/10/2014 às 19h, Pavilhão da Bienal

Tocar e dançar imagens | dança Afro

 

foto: Rodrigo Lins

texto: Vivian Lobato

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