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Home Notícias Tomie Ohtake, 100 anos

19 nov 2013

Tomie Ohtake, 100 anos

Dossiê apresenta retrospectiva sobre as participações da artista nas Bienais desde a 6ª edição

Tomie Ohtake completa 100 anos no dia 21 de novembro de 2013. Nascida em Kyoto, a artista veio para o Brasil em 1936 e começou a pintar aos 40 anos de idade. Em 1960 já ganharia reconhecimento com o Prêmio Probel de Pintura do Museu de Arte Moderna de São Paulo.


Tomie Ohtake recebendo o Prêmio Probel de Pintura no Museu de Arte Moderna de São Paulo em novembro de 1960. À direita, Ciccillo Matarazzo. ©Athayde de Barros

Embora difícil de ser encarada, uma análise da obra desta artista pode se tornar uma tarefa fácil: basta deixar-se levar pelo olhar, deter-se em cada obra e procurar relacionar várias delas – Miguel Chaia

Uma matéria do jornal O Estado De São Paulo classifica o prêmio de 150 mil cruzeiros como “um dos maiores atribuídos no Brasil”.  Entre os membros do Júri dessa premiação, estavam o presidente do Museu, Ciccillo Matarazzo, o artista Alfredo Volpi e o crítico Mário Pedrosa, que seria no ano seguinte o diretor artístico da 6ª Bienal de São Paulo, a primeira edição da mostra que Tomie Ohtake participou. Nas próximas décadas a artista também esteve presente na 7ª, 8ª, 9ª, 18ª, 20ª, 23ª e 24ª Bienais. Atualmente integra a exposição 30 × Bienal, em cartaz no Pavilhão da Bienal até 8 de dezembro de 2013.

Na 8ª Bienal (1965), suas obras Vermelho e Roxo foram adquiridas pelo Ministério de Relações Exteriores. 

Vista geral da 23a Bienal de Sao Paulo, no vao central obras de Anish Kapoor e Tomie Ohtake, e ao fundo Sol Lewitt.

A linha tubular suspensa de Tomie Ohtake na 23ª Bienal (1996). No térreo, obra de Anish Kapoor. No 1º piso à esquerda, obra de Jesús Rafael Soto. No 3º piso, painel de Sol Lewitt. ©Fernando Chaves

Uma escultura da artista, criada em ferro tubular e suspensa por fios invisíveis, ganhou lugar de destaque no grande vão do pavilhão na 23ª Bienal, em 1996. Algumas imagens da montagem da obra realizada sob a supervisão da artista:


Montagem da obra de Tomie Ohtake na 23ª Bienal. Na imagem acima, a artista sendo fotografada durante o trabalho. Fotógrafo não identificado.

Um texto de Miguel Chaia de 1982, encontrado no dossiê, traz uma reflexão sobre a obra da artista. Segundo Chaia, “[…] poucos artistas conseguem construir um universo eminentemente pictórico, como o faz Tomie, criando obras de arte vivas”, que “não escondem outras intenções senão aquela de criar espaços e relações de cores (…) uma pintura direta”.

E acrescenta: “Embora difícil de ser encarada, uma análise da obra desta artista contemporânea pode se tornar uma tarefa fácil: basta deixar-se levar pelo olhar, deter-se em cada obra e procurar relacionar várias delas. Basta deixar-se envolver pela satisfação da descoberta de um caminho claro nas artes, consentindo em ser guiado pela própria obra”.

Dossiê no Arquivo Bienal apresenta convites de exposições e uma coletânea de recortes de jornal desde a década de 1950

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