Anunciamos a terceira edição do Pavilhão aberto, que acontece em 28 de setembro no Pavilhão Ciccillo Matarazzo. O programa teve sua primeira edição em 2019 e, desde então, tem buscado ampliar o acesso a uma série de atividades conectadas pela discussão sobre a preservação, modernização e usos contemporâneos do patrimônio arquitetônico no contexto do Pavilhão da Bienal de São Paulo.
Desde sua inauguração, o Pavilhão tem desempenhado um papel fundamental na vida cultural da capital paulista. Projetado por Oscar Niemeyer, o edifício passou a abrigar desde 1957, a Bienal de São Paulo, um dos eventos de arte contemporânea mais importantes do mundo. Ao longo dos anos, o Pavilhão se tornou um símbolo da arte no Brasil, sendo palco de inúmeras exposições e momentos históricos.
Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, avalia a importância de reafirmar o compromisso da Fundação Bienal de São Paulo com a democratização do acesso ao patrimônio cultural e ampliar as possibilidades de diálogo entre arte, arquitetura e o público. “Ao abrirmos as portas do Pavilhão para atividades educativas e interativas, buscamos não apenas valorizar e preservar esse importante cartão postal da capital paulistana, mas também promover a conscientização sobre seu significado histórico para a cidade”, conclui.
Confira a programação:
O Treinão da São Silvestre na Bienal, em parceria com a tradicional corrida internacional sediada em São Paulo, é um dos principais destaques do evento e ocorrerá às 12h30. O percurso de quatro quilômetros será realizado ao redor do Parque Ibirapuera e terminará no Pavilhão Ciccillo Matarazzo.
A partir das 14h, o coletivo Caravana Lúdica de Jogos do Mundo, voltado para o público infantil, oferece jogos tradicionais de diferentes culturas. A atividade promove a diversidade e o aprendizado através da brincadeira, integrando as novas gerações ao universo da Bienal de forma divertida e interativa.
Às 15h, a visita patrimonial, conduzida pela equipe da Fundação, convida o público a conhecer a história e a arquitetura do Pavilhão em profundidade. Durante o percurso, os participantes poderão compreender o processo de construção e as transformações do edifício, além do papel central da Fundação na cena cultural de São Paulo.
Às 15h30, a equipe do Arquivo Histórico Wanda Svevo realizará a conversa “Expansão do acesso aos arquivos como prática de educação patrimonial”, que abordará a importância da digitalização e preservação dos arquivos históricos da Bienal. A discussão realizada entre Leno Veras, gerente do Arquivo, e Thiago Gil Virava, gerente de educação, reflete sobre a democratização do acesso à cultura e ao conhecimento a partir da parceria firmada entre a Bienal e o Arquivo Histórico Municipal para digitalização de plantas arquitetônicas e urbanísticas do projeto original do Parque Ibirapuera e Pavilhão da Bienal.
A oficina de vídeo mapping, que acontece às 16h, será ministrada pelo artista Achiles Luciano e oferece uma introdução à técnica de projeção em superfícies arquitetônicas, com enfoque na criação de intervenções artísticas. A partir do trabalho de digitalização de plantas do Pavilhão e da memória do samba na história das edições da Bienal, a atividade explora a conexão entre arte, música e memória, utilizando tecnologia para criar novas formas de interação com o Pavilhão.
O lançamento do terceiro movimento da publicação educativa da 35ª Bienal de São Paulo, às 17h30, marca mais uma etapa do projeto educativo da Fundação Bienal de São Paulo, com foco na ampliação do acesso à arte. Em uma mesa composta por Geni Nuñez, Cintia Delgado (Quilombo Cafundó) e a coordenadora de educação da Fundação Bienal de São Paulo Regiane Ishii, o encontro sobre a publicação oferece reflexões sobre o uso dos espaços culturais, promovendo o engajamento do público com os temas abordados no evento.
Para encerrar o dia, às 19h, o grupo de ritmistas da Bateria 013 ocupará o Pavilhão da Bienal de São Paulo para uma apresentação em parceria com o artista Achiles Luciano, criando uma intersecção entre som, imagem e espaço. A apresentação, intitulada “São Paulo me leva/Hoje vou festejar” faz alusão ao desfile de uma das escolas de samba mais tradicionais de São Paulo, a Nenê de Vila Matilde, que, em 2004, celebrou a memória de edições das Bienais. A escola de samba da zona leste da capital paulista levou ao sambódromo o enredo “A Água Voa para o Futuro, Que Legal, É a Bienal no Carnaval São Paulo 450 anos”.
Serviço
Pavilhão aberto
28 setembro 2024
sáb, 12h – 20h
Pavilhão da Bienal
Parque Ibirapuera, portão 3
São Paulo, SP
entrada gratuita
Cronograma de atividades
12h: Abertura do Pavilhão
12h30: Treinão da São Silvestre na Bienal
Local: Térreo (escadaria em frente à pista de corrida)
14h: Caravana Lúdica de Jogos do Mundo
Atividade voltada para o público infantil
Local: Térreo
15h: Visita patrimonial pelo Pavilhão Ciccillo Matarazzo
Local: Térreo
15h30: Conversa: “Expansão do acesso aos arquivos como prática de educação patrimonial”, com Leno Veras e Thiago Gil Virava
Com interpretação em Libras
Local: Vão central, primeiro pavimento
16h: Oficina “A linguagem do vídeo mapping”, com Achiles Luciano
Vagas limitadas, participação por ordem de chegada
Local: Terceiro pavimento
17h30: Lançamento do terceiro movimento da publicação educativa, com Geni Nuñez, Cintia Aparecida Delgado (Quilombo Cafundó) e Regiane Akemi Ishii
Com interpretação em Libras
Local: Vão central, primeiro pavimento
19h: Performance: “São Paulo me leva/Hoje vou festejar contigo”, com Bateria 013 e Achiles Luciano
Local: Vão central, primeiro pavimento
Para mais informações sobre a programação, entre em contato com educacao@bienal.fluxo.design