• Acessibilidade
      Fonte
    • A+
    • Aa


  • Agenda
  • Busca
  • pt
    • en
  • Bienal
  • fundação
  • bienal a bienal
  • Agenda
  • +bienal
  • biblioteca
  • Arquivo Histórico
  • 70 anos
  • apoie
  • café bienal
  • transparência
  • relatório de gestão 2024-2025
  • Imprensa
  • contato
  • identidade visual
  • trabalhe conosco
Home Notícias Conheça o projeto curatorial da 35ª Bienal de São Paulo

27 ago 2022

Conheça o projeto curatorial da 35ª Bienal de São Paulo

Coletivo de curadores da 35ª Bienal, da esq. para a dir: Hélio Menezes, Grada Kilomba, Diane Lima e Manuel Borja-Villel © Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo - © Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo

Intitulada coreografias do impossível, edição terá curadoria de Diane Lima, Grada Kilomba, Hélio Menezes e Manuel Borja-Villel

A Fundação Bienal divulga o primeiro texto curatorial escrito pelo coletivo formado por Diane Lima, Grada Kilomba, Hélio Menezes e Manuel Borja-Villel sobre sua proposta conceitual para a 35ª Bienal de São Paulo – coreografias do impossível, que acontece em 2023. O texto traz os principais conceitos e movimentos da próxima Bienal de São Paulo, a maior exposição de arte contemporânea do hemisfério sul e a segunda mais antiga do mundo após a Bienal de Veneza.

A proposta de formar um grupo com uma relação horizontal, sem a figura de um curador-chefe, foi uma sugestão da própria equipe de curadores e será parte constituinte do projeto da 35ª Bienal. Diane Lima é curadora independente, escritora e pesquisadora; Grada Kilomba é artista multidisciplinar, escritora e teórica; Hélio Menezes é curador, antropólogo e pesquisador; e Manuel Borja-Villel é pesquisador, historiador da arte e ex-diretor do Museo Reina Sofía, de Madri. Saiba mais sobre o coletivo curatorial da 35ª Bienal, anunciado em março de 2022, aqui.

Leia o texto curatorial completo abaixo:

coreografias do impossível
Diane Lima, Grada Kilomba, Hélio Menezes e Manuel Borja-Villel

Como corpos em movimento são capazes de coreografar o possível, dentro do impossível? A proposta para a 35ª Bienal de São Paulo surge como um projeto comum, ao redor de múltiplas possibilidades de coreografar o impossível. Como o título sugere, trata-se de um convite às imaginações radicais a respeito do desconhecido, ou mesmo do que se figura no marco das im/possibilidades.

Tomamos o termo coreografia para realçar a prática de desenhar sequências de movimentos que atravessam o tempo e o espaço, criando várias e novas frações, formas, imagens e possibilidades, apesar de toda inviabilidade, de toda negação. Neste caso, nos interessam os ritmos, as ferramentas, as estratégias, tecnologias e procedimentos simbólicos, econômicos e jurídicos que saberes extradisciplinares são capazes de fomentar, e assim produzir a fuga, a recusa e seus exercícios poéticos.

E aqui apresentamos o impossível de modo indefinido, pois compreendemos que suas violências generativas estão também além do que a gente pode imaginar. São muitas vezes imensuráveis, muitas vezes indescritíveis e inimagináveis. Nos preocupa, portanto, descrever, sem reencenar. 

E assim já começa o ensaio à coreografia.

Enquanto proposta curatorial, coreografias do impossível se articula como um espaço de experimentação, aberto às danças do inimaginável, que se encarna em movimentos capazes de transformar o aparentemente não-existente, em existente. Esta ideia de coreografia se baseia na natureza enigmática do fato artístico e, portanto, em tudo aquilo que não está esgotado, nem evidente. No que podemos nomear como segredo, mistério ou o próprio infinito. Estes são elementos resilientes, portanto de ruptura, e consequentemente de uma tentativa de liberdade.

A equipe curatorial é composta por (em sequência alfabética) Diane Lima, Grada Kilomba, Hélio Menezes e Manuel Borja-Villel, que se apresentam como um coletivo e atuam de maneira horizontal, numa contradança. Para nós, as coreografias começam com a nossa prática, que tem como princípio a tentativa de romper hierarquias, procedimentos éticos e normativos que encenam estruturas verticais de poder, valor e violência dos dispositivos institucionais – as quais, todas sabemos, o mundo já não sustenta.

E como coreografar as coreografias do impossível?

Onde estão situadas essas coreografias? Como olhar para elas? E como elas colapsam as categorias estéticas do pensamento moderno, criando uma imagem fractal onde o político, o histórico, o orgânico, o físico, o emocional e o espiritual se unem? Quando e como o trabalho, a frequência, o calor, a capacidade sônica e a matéria passam a ser parte dessa coreografia? E como criar novos movimentos, alterando as velocidades e as dimensões do tempo: como atrasar, acelerar ou mesmo parar?

Este primeiro momento começa de fato como um ensaio, um ensaio de movimentos dedicados a escrever e apagar palavras, termos e conceitos, que criam uma constelação de pensamentos e ações para encontrá-los. Este ensaio refere-se aos gestos de aprofundar, compactuar, colapsar e aproximar os arcabouços teóricos, as referências simbólicas e repertórios estéticos que conformam a própria coletividade que somos. E, mais do que isso, ecoam as ressonâncias de um coletivo que nos ultrapassa e se expande com os diálogos que vimos realizando com outras pensadoras, artistas, pesquisadoras, ativistas, curadoras e poetas.

Entendemos este momento então como a primeira coreografia do nosso projeto curatorial. É a singularidade deste ensaio, que se desgarra entre fronteiras, que nos permitirá desdobrar as redes da 35ª Bienal de São Paulo de um modo extradisciplinar e extrainstitucional. E que neste momento centra-se na questão: seria possível criar redes que extrapolam um movimento expansivo e espacial, mas que na contramão, tenham como ponto de partida a escuta, as políticas de redistribuição e o cuidado com pessoas, espaços e territórios que são, em si, as próprias coreografias do im/possível que habitam os limites institucionais?

Inspirando-se em percepções não lineares nem progressivas sobre o tempo, a 35ª Bienal de São Paulo propõe ainda uma reflexão sobre como diferentes registros de temporalidade podem gerar outros modos de produzir, sentir, expor e nos relacionarmos com práticas artísticas. Tempos espiralares, fractais, curvos; cadências que movimentam corpos, dilatam e contraem espaços, e que não cabem, portanto, em cronologias ou sequenciamentos. Esse conjunto imensurável de possibilidades de viver o tempo está no centro de nosso interesse curatorial.

É este movimento espiralar que propomos, o desenvolvimento do caráter performativo e processual dos processos curatoriais e artísticos. Digamos que esta é uma Bienal sobre a criação do possível, num mundo governado de impossibilidades. Este é o nosso desenho coreográfico.

Salvador, Berlim, São Paulo, Madri, 2022 

Leia também


Acessar +bienal
Vista de catástrofe orquestra #1 (Ato I), de Antonio Társis, na 36ª Bienal de São Paulo© Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Entrevistas17 set 2026

Catástrofe orquestra: entrevista com Antonio Társis

Um estrondo é causado quando um pêndulo de carvão despenca sobre um tambor. Entre outros fios de carvão e tambores, uma orquestra de materialidades se apresenta em forma de sons e painéis feitos de caixas de fósforo recicladas. Da colisão entre materiais e acontecimentos históricos nasce catástrofe orquestra #1 (Ato I), obra de Antonio Társis criada especialmente para a 36ª Bienal de São Paulo. A obra agora integra a mostra itinerante da Bienal no Chile. Leia o depoimento do artista.

Saber mais
Foto em preto e branco de uma mulher usando roupas de estudante na década de 1950 mexendo em uma escultura de figura humana.
Aracy Amaral junto à obra "Figura que Anda", de Pericle Fazzini, durante a I Bienal de São Paulo, em 1951.Foto: Autor não identificado
Notícias15 set 2026

Fundação Bienal de São Paulo relembra Aracy Amaral

A Fundação Bienal de São Paulo lamenta profundamente a morte de Aracy Amaral (São Paulo, 1930–2026), aos 96 anos. Crítica, historiadora, curadora, professora e uma das mais importantes intelectuais da história da arte brasileira, Aracy Amaral dedicou sua vida à pesquisa, à reflexão e à construção de um campo artístico atento às relações entre Brasil, América Latina e o mundo.

Saber mais
Pessoas reunidas assistindo uma palestra com cinco palestrantes
Registro da ativação Sertão em nós: Reverberações do programa de residência artística do Sertão Negro durante a 36ª Bienal de São Paulo© Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo
Notícias17 ago 2026

Museu Vassouras recebe obra do Instituto Sertão Negro apresentada na 36ª Bienal de São Paulo

Pela primeira vez, integrantes dos quilombos Kalunga e São José da Serra constroem juntos a obra Sertões; concomitantemente, o museu inaugura Vozes do Vale, com Luiz Zerbini, Minerva Cuevas e Rose Afefé.

Saber mais

Newsletter

Receba a Newsletter da Bienal

Bienal

  • Fundação
  • Bienal a Bienal
  • Agenda
  • +bienal
  • Biblioteca
  • 70 anos
  • Arquivo Histórico
  • Apoie
  • Trabalhe conosco
  • Café Bienal
  • Transparência
  • Relatório de Gestão 2022-2023

  • Contato
  • Identidade Visual

Fundação Bienal de São Paulo

Av. Pedro Álvares Cabral, s/n - Moema CEP 04094-050 / São Paulo - SP

Contato

+55 11 5576.7600 contato@bienal.org.br

Privacidade
•
Termos de uso
Copyright © 2026 Bienal de São Paulo
Ao clicar em "Concordar", você concorda com uso de cookies para melhorar e personalizar sua experiência, bem como nossa Política de Privacidade. Ver a Política de Privacidade*.
Concordar