• Acessibilidade
      Fonte
    • A+
    • Aa


  • Agenda
  • Busca
  • pt
    • en
  • Bienal
  • fundação
  • bienal a bienal
  • Agenda
  • +bienal
  • biblioteca
  • Arquivo Histórico
  • 70 anos
  • apoie
  • café bienal
  • transparência
  • relatório de gestão 2024-2025
  • Imprensa
  • contato
  • identidade visual
  • trabalhe conosco
Home Notícias Capital

17 set 2014

Capital

2004-2014

Wilhelm Sasnal

Elaboradas com uma paleta escura de cinzas, azuis e verdes, as pinturas de Wilhelm Sasnal presentes na 31ª Bienal refletem sobre o legado sombrio do colonialismo. Tanto Copernicus [Copérnico] (2004) como Christopher Columbus Tomb [Tumba de Cristóvão Colombo] (2009) retratam monumentos públicos que celebram as descobertas que moldaram o mundo moderno e nutriram a insaciável sede ocidental de conquista. Embora pareça suspensa no ar, a esfera armilar em Copernicus dificilmente é etérea: como a bússola quase indiscernível à sua esquerda, ela é parte de uma escultura do astrônomo em bronze feita no século 19, cujo corpo Sasnal escondeu atrás de uma nuvem de tinta branca.

Da mesma forma, sua pintura do memorial de Colombo na Catedral de Sevilha subverte o significado original da escultura: destacado de seu contexto sagrado e despojado de toda ornamentação, esse tributo ao homem que descobriu as Américas se torna uma elegia aos milhões que morreram durante a brutal colonização que se seguiu.

O fato de as visões preconcebidas do outro, usadas para legitimar tal massacre, ainda não estarem mortas e enterradas fica evidente em Untitled [Sem título] (2010) e Untitled (Mine) [Sem título (Mina)] (2009), cada uma retratando dois homens anônimos de pele escura cortando árvores ou escavando minas. Inspiradas por ilustrações em preto e branco de um livro de geografia para crianças dos anos 1970, as pinturas são desprovidos de detalhes, com personagens reduzidos a meros tipos e toda referência a tempo ou lugar suprimida. Se parecem fora do tempo, talvez seja porque falam com a prolongada exploração de recursos naturais e da força de trabalho humana que hoje liga o colonialismo econômico às ilustres descobertas da era moderna.

Decididamente iconoclastas, Untitled [Sem título] (2013) e Capitol [Capitólio] (2009) podem ser vistas como reações contra essas representações expressamente arquetípicas. Em vez de reinar acima das realizações duvidosas do catolicismo missionário, o busto coroado com a mitra de um arcebispo polonês é aqui empalado em uma picareta e transformado em troféu de guerra. Ao mesmo tempo, o edifício reluzente do Capitólio dos Estados Unidos assenta-se incômodo na paisagem fantasmagórica que ele preside, com o resto da arquitetura neoclássica de Washington traçada com tinta preta, em alusão à desigualdade racial cujas raízes são profundas nesse hoje vacilante centro do poder mundial. – HV

Leia também


Acessar +bienal
Vista de catástrofe orquestra #1 (Ato I), de Antonio Társis, na 36ª Bienal de São Paulo© Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Entrevistas17 set 2026

Catástrofe orquestra: entrevista com Antonio Társis

Um estrondo é causado quando um pêndulo de carvão despenca sobre um tambor. Entre outros fios de carvão e tambores, uma orquestra de materialidades se apresenta em forma de sons e painéis feitos de caixas de fósforo recicladas. Da colisão entre materiais e acontecimentos históricos nasce catástrofe orquestra #1 (Ato I), obra de Antonio Társis criada especialmente para a 36ª Bienal de São Paulo. A obra agora integra a mostra itinerante da Bienal no Chile. Leia o depoimento do artista.

Saber mais
Foto em preto e branco de uma mulher usando roupas de estudante na década de 1950 mexendo em uma escultura de figura humana.
Aracy Amaral junto à obra "Figura que Anda", de Pericle Fazzini, durante a I Bienal de São Paulo, em 1951.Foto: Autor não identificado
Notícias15 set 2026

Fundação Bienal de São Paulo relembra Aracy Amaral

A Fundação Bienal de São Paulo lamenta profundamente a morte de Aracy Amaral (São Paulo, 1930–2026), aos 96 anos. Crítica, historiadora, curadora, professora e uma das mais importantes intelectuais da história da arte brasileira, Aracy Amaral dedicou sua vida à pesquisa, à reflexão e à construção de um campo artístico atento às relações entre Brasil, América Latina e o mundo.

Saber mais
Pessoas reunidas assistindo uma palestra com cinco palestrantes
Registro da ativação Sertão em nós: Reverberações do programa de residência artística do Sertão Negro durante a 36ª Bienal de São Paulo© Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo
Notícias17 ago 2026

Museu Vassouras recebe obra do Instituto Sertão Negro apresentada na 36ª Bienal de São Paulo

Pela primeira vez, integrantes dos quilombos Kalunga e São José da Serra constroem juntos a obra Sertões; concomitantemente, o museu inaugura Vozes do Vale, com Luiz Zerbini, Minerva Cuevas e Rose Afefé.

Saber mais

Newsletter

Receba a Newsletter da Bienal

Bienal

  • Fundação
  • Bienal a Bienal
  • Agenda
  • +bienal
  • Biblioteca
  • 70 anos
  • Arquivo Histórico
  • Apoie
  • Trabalhe conosco
  • Café Bienal
  • Transparência
  • Relatório de Gestão 2022-2023

  • Contato
  • Identidade Visual

Fundação Bienal de São Paulo

Av. Pedro Álvares Cabral, s/n - Moema CEP 04094-050 / São Paulo - SP

Contato

+55 11 5576.7600 contato@bienal.org.br

Privacidade
•
Termos de uso
Copyright © 2026 Bienal de São Paulo
Ao clicar em "Concordar", você concorda com uso de cookies para melhorar e personalizar sua experiência, bem como nossa Política de Privacidade. Ver a Política de Privacidade*.
Concordar