• Acessibilidade
      Fonte
    • A+
    • Aa


  • Agenda
  • Busca
  • pt
    • en
  • Bienal
  • fundação
  • bienal a bienal
  • Agenda
  • +bienal
  • biblioteca
  • Arquivo Histórico
  • 70 anos
  • apoie
  • café bienal
  • transparência
  • relatório de gestão 2024-2025
  • Imprensa
  • contato
  • identidade visual
  • trabalhe conosco
Home Notícias Alexander Pilis: ego, cego e desaparição

6 fev 2012

Alexander Pilis: ego, cego e desaparição

Dossiê retoma participações do artista e arquiteto Alexander Pilis nas Bienais de São Paulo

Alexander Pilis participou em três Bienais: 19ª (1987), 25ª (2002) e 28ª (2008) e, nos três contextos, abordou a arquitetura em suas obras. Brasileiro e arquiteto de formação, Pilis passou a maior parte da vida em Toronto, Canadá, e em Barcelona, na Espanha. Depois de uma temporada em São Paulo, está voltando para o Canadá.

Na 19ª, com a instalação Architecture Ego: Theoretical Projection, Pilis – de macacão branco e câmera no pescoço – ficou conhecido – e inclusive reconhecido por taxistas, dando entrevistas na televisão – como o “Arquiteto Ego”. O ego só não foi maior porque sua ideia de chegar de helicóptero na Bienal foi vetada por Janio Quadros, prefeito de São Paulo na época. Os vídeos que ele projetava na sua instalação, no entanto, eram todos frutos de suas viagens noturnas de helicóptero pela cidade. A obra tratava justamente desse aspecto “cheio de si” do arquiteto, do artista, e por que não, do próprio evento Bienal. No dossiê do artista, sua ficha de autorização de venda de obras mostra como ele encarnou mesmo o personagem: sua obra valia 7 bilhões de dólares. (Até a 22ª Bienal as obras participantes da Bienal podiam ser vendidas).

Na 25ª, com a obra Architecture Parallax: Collective Intelligence – Visual Crisis, ele criou, durante sessenta dias da Bienal, sessenta “interfaces” ou “percursos ativos de criação”. Cada interface era elaborada por um profissional convidado (curadores, médicos, cineastas, humoristas, cientistas…) e diariamente era apresentada para um grupo de pessoas cegas ou com baixa visão. Gravados com quatro câmeras de vídeo e áudio por estudantes da ECA-USP e FAAP, os percursos tratavam a questão das crises visuais, do ver-não ver: o que vemos, como vemos, o que esperamos ver, o que pensamos estar vendo. E, segundo ele, todo o projeto nasceu dessa imagem, que ele fez nas ramblas de Barcelona:

©Alexander Pilis

Em sua mais recente participação, na 28ª Bienal – edição em que a Bienal discutiu a si própria – sua obra Arquitetura paralaxe: Desaparecer, aparecer tinha a proposta de promover uma série de debates e conferências com acadêmicos, artistas, críticos, filósofos e estudantes de várias disciplinas a partir de uma instalação nômade, que cada dia ocupava um espaço diferente no pavilhão. A referência ao conceito matemático “paralax” está precisamente no uso de vários referenciais ligados entre si, fornecendo equações mais precisas e complexas que o velho ponto de fuga, ponto de vista único e elemento fundamental da técnica da perspectiva, que Pilis faz questão de subverter. E tratando da desaparição, Pilis encontrou no Arquivo Bienal outro material que também fazia parte da sua obra: as fotografias e documentos relacionados ao velório de Wanda Svevo na Bienal, que foram projetadas na entrada do pavilhão:

Em suma, pode-se dizer que Pilis foi do ego, ao cego e à desaparição. Suas participações na Bienal foram sempre presentes, atuantes, relacionando pessoas, ideias e memórias. Como diz o artista: “Tem que participar, se divertir, ficar aquela coisa chata pra quê?”

Pai, Filho e Espírito Santo (Le Corbusier, Niemeyer e Pilis como o Arquiteto Ego, na 19ª Bienal)

Leia também


Acessar +bienal
Vista de catástrofe orquestra #1 (Ato I), de Antonio Társis, na 36ª Bienal de São Paulo© Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Entrevistas17 set 2026

Catástrofe orquestra: entrevista com Antonio Társis

Um estrondo é causado quando um pêndulo de carvão despenca sobre um tambor. Entre outros fios de carvão e tambores, uma orquestra de materialidades se apresenta em forma de sons e painéis feitos de caixas de fósforo recicladas. Da colisão entre materiais e acontecimentos históricos nasce catástrofe orquestra #1 (Ato I), obra de Antonio Társis criada especialmente para a 36ª Bienal de São Paulo. A obra agora integra a mostra itinerante da Bienal no Chile. Leia o depoimento do artista.

Saber mais
Foto em preto e branco de uma mulher usando roupas de estudante na década de 1950 mexendo em uma escultura de figura humana.
Aracy Amaral junto à obra "Figura que Anda", de Pericle Fazzini, durante a I Bienal de São Paulo, em 1951.Foto: Autor não identificado
Notícias15 set 2026

Fundação Bienal de São Paulo relembra Aracy Amaral

A Fundação Bienal de São Paulo lamenta profundamente a morte de Aracy Amaral (São Paulo, 1930–2026), aos 96 anos. Crítica, historiadora, curadora, professora e uma das mais importantes intelectuais da história da arte brasileira, Aracy Amaral dedicou sua vida à pesquisa, à reflexão e à construção de um campo artístico atento às relações entre Brasil, América Latina e o mundo.

Saber mais
Pessoas reunidas assistindo uma palestra com cinco palestrantes
Registro da ativação Sertão em nós: Reverberações do programa de residência artística do Sertão Negro durante a 36ª Bienal de São Paulo© Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo
Notícias17 ago 2026

Museu Vassouras recebe obra do Instituto Sertão Negro apresentada na 36ª Bienal de São Paulo

Pela primeira vez, integrantes dos quilombos Kalunga e São José da Serra constroem juntos a obra Sertões; concomitantemente, o museu inaugura Vozes do Vale, com Luiz Zerbini, Minerva Cuevas e Rose Afefé.

Saber mais

Newsletter

Receba a Newsletter da Bienal

Bienal

  • Fundação
  • Bienal a Bienal
  • Agenda
  • +bienal
  • Biblioteca
  • 70 anos
  • Arquivo Histórico
  • Apoie
  • Trabalhe conosco
  • Café Bienal
  • Transparência
  • Relatório de Gestão 2022-2023

  • Contato
  • Identidade Visual

Fundação Bienal de São Paulo

Av. Pedro Álvares Cabral, s/n - Moema CEP 04094-050 / São Paulo - SP

Contato

+55 11 5576.7600 contato@bienal.org.br

Privacidade
•
Termos de uso
Copyright © 2026 Bienal de São Paulo
Ao clicar em "Concordar", você concorda com uso de cookies para melhorar e personalizar sua experiência, bem como nossa Política de Privacidade. Ver a Política de Privacidade*.
Concordar