• Acessibilidade
      Fonte
    • A+
    • Aa


  • Agenda
  • Busca
  • pt
    • en
  • Bienal
  • fundação
  • bienal a bienal
  • Agenda
  • +bienal
  • biblioteca
  • Arquivo Histórico
  • 70 anos
  • apoie
  • café bienal
  • transparência
  • relatório de gestão 2022-2023
  • Imprensa
  • contato
  • identidade visual
  • trabalhe conosco
Home Notícias AfroUFO

17 set 2014

AfroUFO

2014

Tiago Borges e Yonamine


Um óvni é algo que vem do futuro – futuro que não nos pertence, ao qual talvez nunca cheguemos, mas que nos mostra um lugar onde poderíamos estar, instrumentos que poderíamos utilizar, um tempo em que tudo será diferente. É um objeto que não projetamos mas com o qual talvez sonhemos, que faz presentes um tempo e um lugar que não são nossos e um conjunto de itens, informações e ferramentas que não reconhecemos plenamente. Poderia funcionar, porém, como uma imagem que reflete sobre o mundo que consideramos nosso e torna aparente seu tamanho, suas limitações e suas possibilidades; que o expande e pode até salvá-lo da (auto)destruição.



AfroUFO, de Tiago Borges e Yonamine, vem de um futuro negro, do qual não sabemos muito. Negros, “como a cor do cabelo de meu amor verdadeiro”, são seus motores, que deixam um rastro de poluição por onde passam. Negras são as pessoas dentro dele, em suas diferentes tonalidades. Esta é a negritude de uma história colonial comum, a de Angola, de onde procedem os artistas e cuja história colonial é compartilhada pelo lugar onde a nave pousou, o Brasil. Também é a negritude da falta de eletricidade que afeta Luanda mais de uma década após o fim de uma guerra civil que durou 26 anos.


Mas o AfroUFO também é uma fonte de luz. Suas paredes enquadram uma nave mítica que abriga simbolicamente tudo o que a África já produziu: imagens fixas e em movimento, músicas, sons, palavras… Com seu conteúdo, é uma bomba-relógio que, após a aterrissagem, pode explodir e contaminar nosso mundo com o que foi suprimido durante quinhentos anos de esquecimento e exploração. Quando isso acontecer, poderemos nos tornar um novo tipo de criatura e encontrar um novo modo de habitar uma Terra que não será mais aquela que conhecemos. – PL


 


Leia também


Acessar +bienal
Pessoas reunidas assistindo uma palestra com cinco palestrantes
Registro da ativação Sertão em nós: Reverberações do programa de residência artística do Sertão Negro durante a 36ª Bienal de São Paulo© Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo
Notícias17 ago 2026

Museu Vassouras recebe obra do Instituto Sertão Negro apresentada na 36ª Bienal de São Paulo

Pela primeira vez, integrantes dos quilombos Kalunga e São José da Serra constroem juntos a obra Sertões; concomitantemente, o museu inaugura Vozes do Vale, com Luiz Zerbini, Minerva Cuevas e Rose Afefé.

Saber mais
Uma grande escultura que lembra um tronco de árvore com raízes, feita de longas tiras de tecido suspensas em tons de marrom, laranja e amarelo. Em sua base, várias pedras naturais estão dispostas sobre pequenas placas escuras no piso de concreto de uma galeria.
Vista de Terra viva, de Marlene Almeida, durante a 36ª Bienal de São Paulo© Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
23 jul 2026

Terra viva: entrevista com Marlene Almeida

Amostras de terra coletadas em diferentes regiões brasileiras são processadas como pigmentos ou mantidas brutas em uma espécie de laboratório. Uma escultura composta por longas faixas de tecido tingidas com pigmentos naturais remete a uma rocha ou um aglomerado de trilhas a serem percorridas. A técnica e a poética são aliadas em Terra viva, de Marlene Almeida, instalação criada especialmente para a 36ª Bienal de São Paulo. A obra agora integra a mostra itinerante da Bienal em Fortaleza. Leia o depoimento da artista.

Saber mais
Foto de pessoas andando por um espaço expositivo com fotos e pinturas.
Vista da itinerância da 36ª Bienal de São Paulo no Museu de Arte Contemporânea de Goiás, em Goiânia© Paulo Rezende / Fundação Bienal de São Paulo
Notícias7 jul 2026

Programa de mostras itinerantes da 36ª Bienal avança pelo Brasil e chega ao exterior

Com cinco itinerâncias da 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática em curso no país, a Fundação Bienal de São Paulo anuncia as próximas etapas do programa, que seguirá por mais seis cidades brasileiras e por três do exterior nos próximos meses, alcançando quinze territórios em 2026.

Saber mais

Newsletter

Receba a Newsletter da Bienal

Bienal

  • Fundação
  • Bienal a Bienal
  • Agenda
  • +bienal
  • Biblioteca
  • 70 anos
  • Arquivo Histórico
  • Apoie
  • Trabalhe conosco
  • Café Bienal
  • Transparência
  • Relatório de Gestão 2022-2023

  • Contato
  • Identidade Visual

Fundação Bienal de São Paulo

Av. Pedro Álvares Cabral, s/n - Moema CEP 04094-050 / São Paulo - SP

Contato

+55 11 5576.7600 contato@bienal.org.br

Privacidade
•
Termos de uso
Copyright © 2026 Bienal de São Paulo
Ao clicar em "Concordar", você concorda com uso de cookies para melhorar e personalizar sua experiência, bem como nossa Política de Privacidade. Ver a Política de Privacidade*.
Concordar